Seu negócio na era da onipresença

Ter seu produto exposto ao mesmo tempo em vários locais diferentes, para públicos diferentes e até mesmo com preços e condições comerciais diferentes, mas com controle e estoque unificado em um só lugar. O que há alguns anos pareceria um sonho de um vendedor delirante é hoje lugar comum no mundo do e-commerce. O vendedor moderno pode vender seus produtos em lugares diferentes de sua loja, sem barreira geográfica. Pode ter loja física e virtual. Ou só loja virtual. Pode até nem ter loja.

Esse recurso de “vender sem ter loja” é possível graças aos chamados Marketplaces, os “shoppings centers virtuais”, que, assim como os seus primos do mundo offline, trazem tráfego concentrado de potenciais compradores, em troca de uma taxa de administração, que no caso online é geralmente atrelada ao sucesso de vendas. Outra vantagem dos Marketplaces com relação aos shoppings do mundo real é que, para vender seu produto, o vendedor nem sequer precisa ter uma loja montada, basta anunciar no próprio Marketplace, que se encarrega de intermediar toda a transação e garantir a segurança do comprador e do vendedor.

Utilizar-se do recurso de Marketplaces como alternativa para diversificar os canais de vendas tem ganhado força pelo mundo. Segundo estudo recente mostrado no evento Shoptalk, um dos mais importantes da categoria no mundo, as vendas na Ásia em Marketplace já são quase metade do comércio eletrônico: passou de 20% em 2007 para 45% em 2016. Na América do Norte, de 10% para 32%, e na América Latina passou de 7% em 2007 para 22% em 2016. Há muito para crescer ainda, mas triplicou em 10 anos e já é quase 1/4 do comércio eletrônico em nosso continente.

Os números demonstram que, embora à primeira vista seja menos vantajoso anunciar produtos em Marketplaces por conta das comissões adicionais cobradas nas vendas, o resultado final acaba, muitas vezes, compensando o investimento, já que possibilita:

  • Menores investimentos diretos e indiretos em marketing.
  • Transformação de custos fixos em variáveis.
  • Redução de risco/ responsabilidade em caso de fraudes na compra.
  • Mais velocidade e menos custos de implantação com relação a loja própria.
  • Terceirização na gestão de pagamentos, de logística e de TI, podendo focar no produto e nas vendas.

 

Um vendedor consegue, portanto, utilizar-se de várias lojas e de vários Marketplaces ao mesmo tempo para divulgar e vender seus produtos. E como gerenciar todas essas vendas sem se perder com a gestão relativa às finanças e ao estoque? É aí que entra mais uma vez a tecnologia. Com sistemas de gestão, chamados também de ERPs ou Sistemas de Backoffice, é possível integrar todo o controle de produtos, de vendas e de estoque em um só lugar, e evitar que seja vendido algo que não se tem ou que se deixe de vender algo que está disponível, simplesmente por conta de erros na atualização do estoque.

Trabalhar com múltiplos canais de vendas sem usar um ERP é como ir para a guerra só com soldados, sem um líder e sem uma comunicação efetiva: a desorganização toma conta e seu negócio se torna impraticável.

A onipresença é tida como um atributo divino e um sonho do homem. Pelo menos na área de vendas, nós mortais podemos agora usufruir desse dom em sua plenitude, contanto que sejam usadas as ferramentas adequadas para que o sonho não se transforme em pesadelo.

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